Uma das minhas fontes de pesquisa atualmente tem sido o Socialnomics de Erik Qualman, que é excelente referência no tema social media. No entanto essa semana fui surpreendida por um post muito mais humano do que a maioria das más notícias que temos acompanhado tanto em veículos tradicionais quanto nas mídias sociais, o qual reproduzo abaixo para agilizar - e para evitar o temível desvio de atenção provocado pelas "n" abas abertas no browser:
Today as I was sipping my morning coffee and perusing the real time status updates of my friends on Facebook and Twitter, one particular post caught my eye. A good friend of mine posted that she had received a nice little surprise this morning at the drive-through Starbucks. Apparently she pulled up to the window and was informed that her drink had been paid for by the woman in the car who had preceded her. The coffee came with a note saying that since this woman had a stranger do the same thing for her last week, she wanted to pay it forward. Nice.
After reading about this exchange, I personally was inspired to do the same thing and look forward to surprising someone on their next coffee trip. And if her one post inspired me, perhaps it inspired others, and consequently a ton of folks are going to be receiving a nice surprise to start their day. While impossible to quantify perhaps, it’s fun to think about the impact that starting your day with an anonymous blessing might have. Imagine starting off each day reading a tweet or post about how someone was blessed unexpectedly. For all the debate about social media, this is a prime example of why it is such an incredible force for change.
Look out whoever follows me through the drive through. Your next espresso is on me.
Post it forward.
Original aqui.
Imediatamente me lembrei de um dos assuntos do almoço de sexta-feira com o pessoal do trabalho, onde discutíamos exatamente a falta de respeito e gentileza que os indivíduos têm tido com as pessoas à sua volta e com a própria cidade onde vivem.
Por exemplo: o trânsito de Porto Alegre é mais difícil que o de São Paulo, acredite se puder. Não exatamente pelo número de veículos nas ruas, embora a relação veículos/habitante não seja tão distante nas duas capitais - 0,48 na primeira contra 0,57 na segunda1 - mas porque o motorista gaúcho é muito, muito mal educado. Some-se a isto o fato de que a maioria das ruas é relativamente estreita e não comporta o fluxo de veículos da hora do rush e temos o clássico problema do "é minha vez e dane-se você", que foi dignamente ilustrado por uma pane nas sinaleiras em uma tarde chuvosa do último verão:
![]() |
| Cruzamento das avenidas Plínio B. Milano e Carlos Gomes2 |
E pensar que há cidades americanas onde nem há sinaleiras, uma vez que os motoristas entendem e respeitam a vez do próximo. Ou seja, são civilizados.
Indivíduos a pé não ficam atrás na falta de consideração, é claro. Se puderem cortar a sua frente caminhando pela rua, o farão. Se tiverem a chance de furar uma fila, não pensarão duas vezes. Caso obtenham um mínimo de vantagem sobre o próximo, ignorarão as regras (implícitas ou normativas) e agirão com a mais natural face de madeira que dispuserem. E o que mais me entristece é ver que tal comportamento é tido mais como default do que como desvio de caráter, e nós, criaturas educadas que ainda acreditamos na bondade humana, somos ignorados. Quando não ridicularizados. Onde foi parar a capacidade de oferecer um café ao estranho que vem atrás de você?
Eu poderia militar para que todos exercitemos a virtude de fazer gentilezas sem payback. Mas do jeito que a sociedade vem caminhando, creio que seja necessário trabalhar um pouco mais atrás: lembrar que não se é autosuficiente em nenhum aspecto da vida e que a sua prioridade só é prioritária para você mesmo. Que a cidade onde você vive é uma extensão da sua casa (veja só, sua casa está sobre o solo dessa mesma cidade!) e que viver em comunidade não é apenas para aqueles que voluntariamente se associam a um clube, frequentam a igreja do bairro ou têm um ótimo círculo de amigos. É para todos que decidiram não morar em uma ilha deserta e viver unicamente da auto-produção. Isto é, suas comunidades estão nos locais que você frequenta, mesmo que não haja interação direta, e nada impede que você torne o dia de alguém mais especial apenas porque esse alguém não é um ente querido seu.
Pense nisso. Não pense apenas em si mesmo.
Aliás... para quem você deixará um café amanhã?
Pense nisso. Não pense apenas em si mesmo.
Aliás... para quem você deixará um café amanhã?
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